O Edifício Copan
Curva, concreto e cidade.
Mais que arquitetura: um pedaço de São Paulo que pulsa há mais de 60 anos, com 1.160 apartamentos, CEP próprio e gente de todo lugar.
O ícone
Um edifício que é também um ponto turístico
O Edifício Copan, localizado no coração de São Paulo, é mais do que uma estrutura arquitetônica notável: é um ponto turístico que atrai visitantes do mundo inteiro. Projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, é um ícone do modernismo brasileiro e peça fundamental do cenário urbano paulistano. Com 115 metros de altura, 32 andares, 120 mil m² de área construída e seis blocos, abriga 1.160 apartamentos de dimensões variadas. Aqui convivem famílias que estão há mais de 40 anos com jovens vivendo pela primeira vez sozinhos. É um espaço diverso, plural, cheio de faces.
Cronologia
Uma curva que virou símbolo
A história começa nos anos 1950, quando São Paulo passava por intenso crescimento imobiliário no centro. Idealizado para homenagear a cidade no quarto centenário, o projeto foi encomendado pela Companhia Pan-americana de Hotéis e Turismo — daí o nome Copan, abreviação da companhia.
O projeto, de Oscar Niemeyer com colaboração de Carlos Alberto Cerqueira Lemos, previa um edifício residencial de 30 andares e outro com 600 apartamentos para um hotel. Apenas o residencial foi construído, com o número de apartamentos redesenhado de 900 para 1.160, distribuídos em seis blocos. O Copan ainda conta com uma galeria de 72 lojas no térreo e um cinema desativado, o antigo Cine Copan.
A obra ficou a cargo da Companhia Nacional da Indústria da Construção (CNI). Após problemas financeiros — incluindo intervenção federal no Banco Nacional Imobiliário e a falência da Roxo Loureiro, primeira incorporadora —, foi interrompida diversas vezes. Em 1957, o Banco Bradesco comprou os direitos e em 1961 concluiu a obra.
Dados
O Copan em números
Peculiaridades do projeto
Detalhes que viraram lenda.
A diversidade arquitetônica do Copan rendeu ao prédio o título de maior conjunto de apartamentos residenciais da América Latina, segundo o Guinness Book.
Outro destaque do projeto são os brises horizontais da fachada, que oferecem proteção solar e conforto térmico em todos os andares — e se tornaram a assinatura visual do prédio.
O Copan é tão grande que tem CEP próprio (01046-925). Sendo considerado uma cidade vertical no centro de São Paulo.
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível… o que me atrai é uma curva livre e sensual.”
Cidade vertical
Um lugar que precisa ser conhecido por dentro
O Copan não é apenas obra de arquitetura. Carrega consigo parte da história e da cultura paulistana. Visitantes podem aprender sobre a visão de Niemeyer, os desafios da construção e a evolução do edifício ao longo das décadas. Os corredores internos abrigam uma comunidade vibrante e estabelecimentos comerciais — lojas, cafés, restaurantes, alfaiatarias, sebos. É também palco de eventos culturais, exposições e atividades artísticas. Hospedar-se aqui é viver o Copan na visão de quem mora.
Os 6 blocos
Cada bloco, uma identidade.
O Copan é um só edifício, mas seis blocos. Cada um com altura, vista e atmosfera próprias. Antes de reservar, vale conhecer onde você vai dormir.
Bloco A
Apartamentos de 1 dormitório com 90m².
ConhecerBloco B
20 studios por andar — a alma do Copan.
ConhecerBloco C
Apartamentos amplos de 180 m².
ConhecerBloco D
Os maiores apartamentos do Copan — 240 m².
ConhecerBloco E
Os melhores pores do sol do Copan.
ConhecerBloco F
O outro paraíso do pôr do sol no Copan.
ConhecerO arquiteto
Oscar Niemeyer (1907–2012)
Arquiteto brasileiro de influência mundial. Nascido no Rio de Janeiro, formou-se na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Sua carreira foi marcada pela colaboração com o urbanista Lúcio Costa e o paisagista Roberto Burle Marx.
Conhecido pela abordagem revolucionária — formas orgânicas, curvas fluidas, estruturas ousadas —, Niemeyer foi um dos principais nomes do Movimento Moderno. Sua carreira decolou nos anos 1940, quando Juscelino Kubitschek o convidou para projetar Brasília. Projetou também o complexo da Pampulha (BH), colaborou com Le Corbusier na sede da ONU em Nova York e recebeu o Prêmio Pritzker em 1988.
O Copan, no centro de São Paulo, é um dos seus projetos mais emblemáticos. Sua forma sinuosa e curvas marcantes são a assinatura inconfundível do arquiteto.